Realmente o e-Learning não é fácil. Exige muito trabalho, dedicação e conhecimento de diversas áreas, como psicologia, design instrucional, administração, comunicações, design gráfico, e uma atenção especial às avaliações e estimativas de necessidades.
Sem isso em mente, o e-Learning pode até funcionar, mas requer mais esforço e tempo do aluno. Se o aluno não estiver motivado: evasão. Vai para a concorrência ou interrompe os estudos. Simples assim! Não é assim que você faz quando compra algo que não lhe agrada?
Essa preocupação multi-disciplinar deve estar presente desde o início. O que normalmente ocorre é uma preocupação em excesso sobre a tecnologia envolvida. Muito tempo e dinheiro é gasto no canal de distribuição e nos esquecemos do conteúdo. A analogia mais correta é usar um “SEDEX hoje” para entregar mercadoria estragada.
Nas palavras de Marc J. Rosenberg:
A hipótese geral é a de que a tecnologia é a parte mais complicada e que a maior parte do trabalho e dos investimentos é dirigida para adquirir a tecnologia adequada. Isso é parcialmente verdade. As novas tecnologias são, de modo geral, repletas de bugs, têm custos maiores do que os previstos e uma curva de aprendizado mais significativa que o esperado. E se você não for cuidadoso, as questões tecnológicas podem ser sufocantes. Mas, adquirir tecnologia adequada não é nada comparado a obter o aprendizado correto.
Lembrando que o e-Learning ainda se encontra na primeira onda: redução de custos. A segunda onda vem aí e ela toca na qualidade. Esteja preparado.