Há algum tempo, um amigo me ensinou a diferença de algo que custa “caro” e algo que custa “muito dinheiro”.
A diferença básica está no fato de que o “caro” é um produto cujo valor cobrado está acima de sua qualidade. Pode ser o produto mais barato da categoria, mas não vale o que é cobrado. Assim como alguns produtos de R$ 1,99 que não duram mais que poucos dias de uso.
Do outro lado estão produtos que custam “muito dinheiro”. Esses são produtos de valor mais elevado, mas possuem qualidade compatível com o seu custo. Vale cada centavo!
Observo em e-learning uma série de pessoas preocupadas com o custo do aprendizado. Empresas e universidades aplicando o e-learning como simples medida de redução de custos. E-learning é uma ferramenta legal, na qual o empresário pode ter a mesma coisa por menos. Se isto é possível, então também é possível obter algo melhor pela mesma quantia, correto?
Por que não podemos pensar também dessa forma e começar a oferecer qualidade elevada em cursos de e-learning? A qualidade tem influência direta no aprendizado e um material de qualidade (uma animação bem roteirizada) pode explicar em 1 hora o que leva 2 lendo Docs e Ppts. Isso é ganho de tempo. Para as empresas a rapidez com que os colaboradores aprendem está diretamente ligada as horas que sobram para produzir. Imagine uma turma de 100 pessoas na qual todas ganham 1 hora por dia ao fazer um curso de alta qualidade. Se o curso tomar 5 dias, são 500 horas que a empresa ganha de produção.
Mas no meio acadêmico a qualidade têm um papel fundamental: CONQUISTAR e RETER alunos. Enquanto as empresas investem dinheiro na capacitação de pessoas, as universidades recebem dinheiro por capacitar pessoas. Por isso o tratamento do e-learning em corporações e universidades deve ser diferente. Não dá para ser mesquinho no investimento e planejamento e, paradoxalmente querer competir em qualidade.
Falando em competição, ela já está no nível nacional e o pior cego é o que não quer ver isso. Grandes universidades como o COC e a FGV estão comprando universidades pequenas ou abrindo franquias pelo Brasil inteiro. Hoje universidades tradicionais enfrentam dificuldades por conta de uma salinha com link de satélite transmitindo uma aula ministrada em qualquer lugar do país.
Estamos diante de uma nova era na educação e ainda dá tempo de escolher o papel de protagonista da mudança ao invés de se tornar vítima dela. Só não podemos demorar muito! A “mentira” de que cursos a distância são inferiores em relação aos presenciais está prestes a cair e quando isso acontecer, a qualidade dos materiais será decisiva em uma decisão de matrícula.
Grande abraço e ótima semana.