Lembrei-me de minha juventude essa semana, da minha época de ensino médio e do 1º ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio). A prova, na minha opinião, foi difícil naquela época. Lembro-me de passar o final de semana quebrando a cabeça tentando resolver questões de matemática, principalmente. Levei a prova na segunda-feira seguinte, e para minha surpresa, o professor usou raciocínios lógicos e extremamente simples. Fiquei surpreso e indignado, ao mesmo tempo. E a pulga ficou atrás da orelha.
Um tempo depois, li um texto do Stephen Kanitz. Entre as frases que recheiam o texto, algumas me fizeram refletir, como a seguir:
“Temos um ensino no Brasil voltado para perguntas prontas e definidas, por uma razão muito simples: é mais fácil para o aluno e também para o professor. O professor é visto como um sábio, um intelectual, alguém que tem solução para tudo. E os alunos, por comodismo, querem ter as perguntas feitas, como no vestibular.”
E aí pensei comigo: em EaD não teremos – ou temos – um ensino assim? Se basear todo um curso na dualidade Professor X Aluno conseguira afundar qualquer tipo de graduação presencial, imaginem um curso em EaD. Elaborar respostas prontas para serem respondidas não nos fazem cidadãos, muito menos Bacharéis ou Licenciados.
Minha recordação entra novamente na minha mente… foi assim que me educaram, assim que entrei na Universidade, mas não foi estudando assim que saí. E não é desta forma, certamente, que queremos formar nossas próximas gerações. Afinal, perguntar não ofende.
Abraços e uma ótima semana!