Dando seqüência ao outro post, vi na revista Veja do dia 16 de Abril de 2008 (revista antiga sim, mas não acho educado reclamar de brindes!) uma matéria sobre a queima de apostilas promovida pelo sindicato de professores Apeoesp.
Para encurtar a história, o sindicato de professores se revoltou com a iniciativa do MEC de estabelecer um novo currículo escolar. Esse currículo seria uma afronta a liberdade dos professores conduzirem suas próprias aulas além de ser “limitado” e “incapaz de formar cidadãos”.
Nas palavras da Veja: “A pregação ideológica do sindicato não tem confirmação nas pesquisas. Elas indicam que os alunos sempre têm desempenho melhor naquelas escolas em que os professores são guiados por metass de ensino — algo elementar, mas ainda uma raridade no Brasil. Enquanto em outros países o currículo já é, há tempos, artigo básico, aqui os professores de escolas públicas começam a ser apresentados a ele só agora e aidan em poucos estados, como minas Gerais e Tocantins”.
São preconceitos e medos naturais de todo o ser humano retirado de sua zona de conforto. Para que atitudes como essa funcionem de fato, o corpo docente não deve ser esquecido no processo. Fundamental para a aceitação é ter de fato uma gestão de mudanças que seja um processo estimulante, transparente, de fácil assimilação e com uma liderança ativa.
Se a gestão de mudanças for eficiente, o grupo docente será em sua maioria receptivo ao projeto (desde que este tenha qualidade) reduzindo o grupo resistente a uma minoria praticamente insignificante. Essa minoria ainda deve ser ouvida e seus problemas contornados, porém se a resistência for a simples teimosia sem justificativa explicada pela razão ou para acobertar práticas danosas a universidade praticada pelos mesmos (cuidado, as próximas palavras podem doer), em qualquer jardim as ervas daninhas devem ser arrancadas sem a menor pena.
