Ao navegar na web, é fácil encontrar vários e vários sites usando a tecnologia Flash© (com um novíssimo concorrente, o Silverlight©, da Microsoft©), hoje da Adobe©. É fácil encontrar, como justificativa para a maioria deles, de que se usam dessa tecnologia para criar uma maior interatividade com o usuário. Interatividade? Seria essa uma palavra adequada? Acho que não.
Fábio Daniel, Designer de Jogos formado pela UFSC, faz uma explanação que considero bastante interessante sobre este ponto em seu TCC e em seu blog neste post. Para que exista interatividade, é necessário que haja “um processo cíclico por onde dois atores alternadamente falam, ouvem e pensam” em suas palavras. Sim, leia novamente o trecho acima. Parte-se do pressuposto que existem duas mentes pensantes. Quando uma pessoa realiza uma tarefa, a segunda responde a esta tarefa com outra. Não é uma questão de reação automatizada (clico em um link, vai para página direcionada) e sim uma troca de experiências, vivências. É fácil de perceber isso em jogos de videogame, tabuleiro, de azar. O mistério e a motivação estão simplesmente na expectativa remota das possibilidades envolvidas. Complexo? Não, nem um pouco. Vamos a um exemplo em AVA.
Esta página é um tema proposto no site do AVA Moodle, disponível para download e implementação. O que há de interativo em um site como este? Considero muito pouco. A profusão, a falta de seleção de áreas de conteúdo e a desordem de links não contribuem para a navegação e interação com o site. Isto pode ser feito dando possibilidades aos usuários, algo semelhante ao que se faz em sites como flickr, Gmail, Scriptaculous e tanto outros. Assim, possibilita-se ao usuário criar suas próprias formas de implementação e contribuição para o progresso de todo o sistema. Quem saiba seja esse o segredo a ser perseguido. Como alcançá-lo? Boa pergunta. É para isso que estamos aqui, para descobrir maneiras de implementar isso em situações reais.
Abraços e boa semana!